O pouco que sei de mim às vezes me incomoda, talvez o fato de ser estranhamente diferente dos demais seja o suficiente para que eu me perca numa rede de pensamentos afluentes de um pessimismo surreal. Não sei bem se tudo isto se resume à minha forma de pensar. A verdade é que as pessoas me vêem como “a do contra”. De fato, sou do contra. Mas contra a forma que se organiza esse movimento, sou contra a hipocrisia que é “ser do contra”, sou contra essa rebeldia insana, ao mesmo tempo em que sou contra essa paralisia, essa conformidade, essa incapacidade, essa doença, esse retardamento de ver o mundo se destruindo e continuar ali, como um verdadeiro boçal que nunca irá aprender a falar o bom e claro português.(...)
Sou uma desconhecida presa em mim, possuo um coração que funciona como montanha-russa, rebelde por fora e romanesco por dentro. Gostaria de explicar mais claramente, mas é pessoal demais, incoerente demais. Desajeitado.
Temperamentalismo?